Originados por um defeito na embriogênese da árvore brônquica durante a gestação, a sua localização dependerá do momento em que o defeito ocorre, sendo mediastinal quando o defeito acontece antes da quarta semana e pulmonar quando for após a sexta semana.
Os cistos broncogênicos correspondem a 5% das massas mediastinais em crianças. Quanto a sua localização eles podem ser: paratraqueais, subcarinais, hilares e paraesofágicos, sendo a localização subcarinal a mais freqüente. Os cistos intrapulmonares ocorrem principalmente nos lobos inferiores sem preferência por lado direito ou esquerdo.
São geralmente solitários e de forma esférica, com paredes finas constituídas por um epitélio brônquico (epitelio colunar pseudo estrat, ciliado, glândulas mucóides, fibras elásticas e musculares, cartilagem) que encerra um material gelatinoso ou um liquido aquoso. Ocasionalmente podem estar calcificados ou conter ar quando em comunicação com via aérea.
A apresentação clínica dependerá da idade do paciente e do tamanho do cisto. Em lactentes predominam os sintomas compressivos, podendo distorcer o esôfago a traquéia e os brônquios. Em crianças maiores e adultos predomina as infecções respiratórias de repetição.
A sua evolução é variada podendo diminuir seu tamanho ou desaparecer completamente, e muito raramente ocorrer transformação maligna para adenocarcinoma.
O rx simples de tórax detectará na maioria dos casos a lesão e algumas de suas complicações (hiperinsuflação pulmonar por compressão brônquica), mas a tomografia de tórax é o método ideal para o diagnóstico. A TC de tórax poderá mostrar uma massa arredondada com atenuação de tecido mole ou em alguns casos hiperdensidade relacionada à hemorragia intracística, conteúdo protéico ou calcificação.
O diagnóstico diferencial no período pré-natal inclui os cistos de duplicação esofágica, a doença adenomatóide cística tipo I e a hérnia diafragmática congênita. Além deste período serão as massas localizadas no mediastino (adenopatias ou tumores) para os cistos mediastinais e os pneumatoceles, o abscesso pulmonar e a sequestração para os cistos intrapulmonares.
O tratamento definitivo é cirúrgico, existindo hoje técnicas minimamente invasivas que permitem a remoção sem maiores dificuldades e com excelente evolução pós-operatória
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