Dr. Cristiano Feijó Andrade

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Paciente masculino com velamento total de pulmão direito

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Hiperidrose palmar e plantar

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Hiperidrose  palmar

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Hiperidrose  plantar

     A hiperidrose  primária é uma desordem que causa suor excessivo, bilateral e relativamente  simétrico ocorrendo nas axilas, mãos, pés e face. Esta condição resulta em uma  restrição das atividades sociais, psicológicas e físicas.

    Nos Estados  Unidos a prevalência de hiperidrose é de  2.8%, aproximadamente 7,8 milhões de  pessoas. Até o momento não existe um estudo demonstrando a prevalência desta  doença no Brasil. A hiperidrose axilar é a forma mais comum, seguida pela  palmar e plantar.

    O início dos  sintomas pode ocorrer na infância e em crianças tão novas quanto 6 anos, na  adolescência ou somente na idade adulta por razões desconhecidas. Quando não  tratada, esta condição leva a situações extremamente desconfortáveis que  causam profundo embaraço social, resultando em transtornos de relacionamento e  psicológicos no portador, que freqüentemente se isola socialmente e adquire  hábitos procurando esconder o seu problema.

     Quando em  crianças, estas queixam-se de suor excessivo que provoca inconvenientes na  escola principalmente no relacionamento com os colegas e nos trabalhos manuais.  A maioria destes pacientes são tratados conservadoramente e muitas vezes só  procuram ajuda médica após anos de agonia e frustração durante a sua infância  e adolescência.

    A cirurgia  consiste num procedimento simples onde através de duas incisões de cada lado  do tórax e com o auxílio de uma mini-câmera de vídeo são identificados e  cortados os nervos de uma cadeia nervosa que passa próximo aos ossos da coluna  e que são responsáveis pelo suor excessivo. O procedimento dura  aproximadamente 30 minutos e os pacientes apresentam uma rápida recuperação  com o mínimo de dor, recebendo alta no dia seguinte ou no mesmo dia.

     Este  procedimento é realizado rotineiramente por qualquer cirurgião torácico, com  os pacientes apresentando melhora dos sintomas logo após a cirurgia. No  entanto, a grande parte destes pacientes apresenta algum tipo de sudorese  compensatória, ou seja, sudorese em alguma outra parte do corpo, sendo esta na  maioria das vezes na barriga. Apesar deste pequeno inconveniente, o índice de  satisfação com esta cirurgia gira em torno de 95-100% para o suor das mãos e  95% para as axilas e mais de 80% paro o suor do rosto. A simpatectomia  torácica apresenta resultados variáveis para a hiperidrose plantar que variam  entre 50 e 70%, mas muitas vezes não ocorre qualquer melhora.

Vídeo: Simpatectomia torácica por videotoracoscopia

simpatectomia torácica

Simpatectomia Lombar

    O tratamento específico para a hiperidrose  plantar é a simpatectomia lombar, que diferentemente da torácica é realizada  através de videolaparoscopia bilateral com três incisões mínimas de cada lado  e com índice de complicações um pouco maior do que a torácica, no entanto com  índice de satisfação ao redor de 95%.

    Os pacientes que são submetidos a simpatectomia lombar são aqueles que já foram submetidos a simpatectomia torácica num primeiro momento e que persistem com hiperidrose plantar e que ,no entanto não possuem uma sudorese compensatória acentuada.

    Realizamos este procedimentos somente em mulheres devido ao risco de impotência sexual em homens, que embora seja mínimo já foi descrito na literatura. A simpatectomia lombar também é realizada em pacientes com problemas vasculares (arteriopatias funcionais como Doença de Raynaud, distrofia simpática reflexa, membro fantasma).

    Este procedimento é dura aproximadamente 1 hora e o paciente permanece internado por 1 dia, recebendo alta no dia següinte, com prescrição de analgésicos.

    Os resultados estéticos são variáveis, desde excelentes, com cicatrizes quase imperceptíveis até cicatrizes hiopertróficas. Algumas vezes os pés secam de tal maneira que há a necessidade de uso de cremes para prevenir ressecamento da pele.

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locais das incisões na simpatectomia lombar bilateral

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aspecto estético da simpatectomia lombar 1 mês após a cirurgia

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paciente com pés descamativos após a cirurgia para hiperidrose plantar

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Produzido por: Cristiano Feijó  Andrade

Última atualização 28 de março de 2010

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